O impacto do placemaking em uma cidade para pessoas

O impacto do placemaking em uma cidade para pessoas
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O placemaking é um conceito que vem ganhando espaço nas discussões dos mais diversos âmbitos da sociedade. Mas, qual é o verdadeiro impacto deste termo em uma cidade? Neste artigo, explicamos em detalhes sobre esses projetos! 

O conceito de placemaking foi criado nos anos 1980, nos Estados Unidos. Em uma tradução livre para o português, podemos utilizar o termo como “criação de lugares”. Porém, a ideia vai muito além de algo físico. 

O processo de placemaking envolve o planejamento, criação e gestão de diversos lugares públicos, com um objetivo principal: estimular a interação entre as pessoas, por meio da criação de pontos de encontro e comunhão, como parques, praças, ruas e calçadas. Há mais de quarenta anos, o placemaking vem transformando comunidades ao redor do mundo.  

Espaço x lugar no placemaking

Uma grande curiosidade sobre o placemaking é que os projetos não são voltados à espaços que já existem. Apesar de, muitas vezes, utilizarmos as palavras “espaço” e “lugar” como sinônimos, elas podem assumir definições diferentes, sempre de acordo com o contexto que são utilizadas.

No placemaking, o objetivo vai muito além da transformação ou criação de um espaço físico. A ideia dos projetos é realmente envolver todos os pontos que uma sociedade pode precisar. Entre eles estão: a sociabilidade da comunidade, as atividades que serão desenvolvidas ali, os acessos facilitados para todos, as conexões e vínculos gerados em diferentes parâmetros… a junção destes pontos é que irão transformar um antigo espaço em um verdadeiro lugar relevante para a região. 

Em resumo, o placemaking vai muito além de um projeto de infraestrutura, mas sim, um plano para atender necessidades, desejos e visões de uma comunidade. Assim, o envolvimento dos membros se faz totalmente essencial.  

Apesar do conceito de placemaking ter se firmado somente nos anos 80, duas décadas antes alguns autores já discutiam sobre o tema. Nomes como Jane Jacobs e William H. Whyte, ativista e sociólogo, tinham uma visão muito direcionada à criação de bairros mais ativos e com espaços convidativos para a convivência agradável da comunidade. 

A cultura americana que ganha o mundo 

Em 1975, foi fundado o Project for Public Spaces (PPS), uma entidade que atua na promoção de diversas iniciativas de placemaking ao redor do mundo. Mas, foi só em 1990 que o PPS começou a desenvolver melhor suas abordagens e passou a utilizar o termo “placemaking” de forma mais consciente. 

Como muitos investidores, engenheiros, arquitetos, urbanistas, sociólogos e demais papéis da sociedade estão cada vez mais interessados no placemaking, o Project for Public Spaces passou a auxiliar efetivamente essas pessoas. A principal contribuição da entidade é na educação e criação de materiais, como bases para avaliar a qualidade de um lugar ou conselhos para fazer do lugar uma cidade para pessoas. 

Mas afinal, como avaliar a qualidade de um lugar?

Apesar de a cultura do placemaking ser muito mais forte nos Estados Unidos, onde foi criada, ela vem se espalhando pelo mundo todo. Hoje no Brasil, já existem diversos espaços públicos que são criados de forma consciente e atendendo as necessidades dos moradores. Por isso, a ONG Placemaking Brasil também foi criada. 

Ainda seguindo as bases criadas pelo PPS, hoje podemos avaliar a qualidade de um lugar público a partir de quatro pontos principais:

  1. Os espaços precisam ser acessíveis: o grau de acessibilidade do espaço deve ser alto, tanto visualmente, como fisicamente. Por exemplo, os lugares com maior qualidade ficam em ruas mais movimentadas, com fácil acesso aos sistemas de transporte, ciclovias e calçadas. Além disso, é essencial apresentarem segurança e infraestrutura para pessoas com algum tipo de dificuldade. 
  1. Devem ser agradáveis e bonitos: não basta ser um espaço muito fácil de chegar e seguro, para manter o nível de qualidade, também deve ser um lugar agradável de estar. Causar uma boa impressão é essencial para que as pessoas desejem estar lá. Limpeza, bancos, mesas e natureza são alguns pontos interessantes a serem observados.
  1. Lugares onde as pessoas desenvolvem uma atividade específica: para um placemaking de sucesso, o local a ser planejado deve ter uma função especial. Quais atividades a comunidade poderá realizar no espaço? Já existe uma estrutura pronta para jogos, esportes, leitura ou relaxamento?
  1. E, claro, são espaços para encontro e diversidade: a estrutura deve conter um espaço confortável e acolhedor, para que a comunidade realmente tenha um senso de pertencimento. O ideal é que o lugar seja aquele em que todos desejam conhecer, estar e levar os amigos e familiares. 

Todos esses pontos foram avaliados pelo PPs, em diversos espaços públicos já existentes ao redor do mundo, principalmente nos Estados Unidos. A partir disso, foram encontrados alguns sucessos e fracassos no placemaking.  

O impacto do placemaking em uma cidade para pessoas

Mas, o que faz do placemaking tão importante e impactante em uma cidade para pessoas? Justamente a ideia de criar um espaço relevante e que realmente faça a diferença na cidade. Criar espaços apenas para criar é algo vazio e sem objetivo. Porém, quando se tem um planejamento maior, o projeto se torna parte da cidade. 

E para realmente levar o impacto do placemaking para as cidades, a organização Projects for PublicSpaces (PPS) também listou algumas maneiras de projetar espaços vibrantes. São elas que inspiram os arquitetos e urbanistas do mundo todo, no ponto de vista do placemaking.

  1. Ouvir a voz da comunidade; 
  2. Construir um lugar vivo, não apenas um projeto bonito;
  3. Estimular parcerias com escolas, museus, clubes e demais instituições;
  4. Observar os hábitos da comunidade que ali vive;
  5. Começar pelo básico, mas começar;
  6. Projetar espaços que estimulem a interação;
  7. Acreditar no potencial da comunidade; 
  8. Dar funções para cada peça ali inserida;
  9. Incentivar a abertura de comércios e negócios que giram a economia;
  10.  Dar continuidade ao projeto, pois melhorias sempre existirão. 

Além de construir uma cidade muito mais viva, interativa e envolvente, os projetos com princípios de placemaking tem o potencial de transformar a comunidade de fora para dentro. 

Pedra Branca: uma cidade para pessoas

Localizada no município de Palhoça, na Grande Florianópolis, a Cidade Pedra Branca é um projeto que deixou de ser um sonho e se tornou realidade. Construímos um lugar onde a vida acontece e a diversidade dá o tom. 

Muito mais do que o empreendimento imobiliário, a Pedra Branca foi criada para reunir uma comunidade, com muita criatividade e bons negócios. Por aqui, todos podem trabalhar, estudar, morar e se divertir, sem grandes deslocamentos e próximos da natureza. 

Como somos uma cidade conectada e criativa, oferecemos empreendimentos de diversos tipos, comerciais, residenciais e de alto padrão. Conheça agora mesmo as oportunidades disponíveis nesta cidade para pessoas.

Categoria:
Saúde e Bem-Estar, Vida na Cidade

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